domingo, 12 de agosto de 2012

Os dez mandamentos do fazedor de Milagres

Adaptado de Paul Pearsall - Making Miracles - Simon & Schuster - New York

1 - Estamos livres das limitações impostas pelo tempo e pelo espaço linear e local. Os pensamentos, os sentimentos e o amor podem produzir os seus efeitos de uma vez em qualquer tempo e em qualquer lugar. O princípio científico da não-localidade prova a realidade da ação instantânea. Os milagres podem ser feitos subitamente e produzir os seus efeitos em todas as partes ao mesmo tempo. Seja reverente com seu espírito livre, imanente em todo o Cosmos.

2 - Criamos o nosso mundo com base nos fatos, no momento e no modo como decidimos interpretar os acontecimentos da nossa vida. O princípio científico da influência do observador prova que os observadores fazem o mundo tal como é. Criamos os nossos milagres usando uma visão do mundo que está além do alcance de nossa vista - mas disponíveis para a nossa visão da alma. Reconheça o poder transformador de suas percepções.

3 - Vivemos num universo de paralelos. Sempre existe um lado oposto em todo acontecimento, sentimento, medo e esperança. O princípio científico da complementaridade prova que somos energia e massa, onda e partícula, protuberâncias e vórtices de matéria e saltos e emanações de energia. Cada maneira de conhecer alguma coisa demonstra a existência de outra maneira. Os milagres são realizados quando nos lembramos de que "um mais um é igual a Um". Reflita sobre a dualidade de todas as pessoas, coisas e acontecimentos.

4 - Nunca podemos ter certezas absolutas, sobre se algo é assim ou não é. O princípio científico da incerteza prova que, quanto mais conhecermos um lado ou aspecto de alguma coisa, menos sabemos a respeito do outro lado. Quanto maior o nosso conhecimento, maior é a compreensão do que falta conhecer. Os milagres resultam do nosso reconhecimento de que mesmo as piores notícias são apenas parte da história; o enredo total é um mistério. Demonstre humildade diante dos mistérios do mundo.

5 - Não somos uma mente e uma consciência isoladas. O princípio da unicidade prova que os milagres são criados a partir de nossos esforços para reconhecer, ter consciência e pensar como uma única mente. Todos os milagres são um esforço de grupo. Recorra à oração como a sua maior fonte da energia universal.

6 - Existe mais de uma realidade. O princípio dos múltiplos reinos da realidade prova a existência dos diversos domínios da realidade e mostra que cada um desses reinos tem as suas próprias regras e maneiras de explicar o universo. Não temos de "enfrentar a realidade". Interpretamos as coincidências do mundo e entendemos os sinais da existência de outras leis de causalidade. Fazemos milagres abarcando todas as realidades. Seja criativo ao construir a sua própria realidade.

7 - Como somos nós que decidimos como iremos nos mover pelo nosso mundo, as viagens através do tempo são possíveis. O princípio da simultaneidade prova que em alguns níveis da realidade é possível nos deslocar cósmicamente a velocidades superlumínicas. Os milagres são criados quando criamos o Tempo Sagrado - a reverência pelos momentos especiais - e não quando vivemos unicamente no tempo profano de um dia apressado de cada vez. Carpe die, ou melhor, carpe momentum é a orientação do fazedor de milagres. Seja paciente e torne todo o seu tempo sagrado.

8 - Somos rodeados por campos de energia que determinam o nosso desenvolvimento. O princípio da vibração prova que o nosso corpo, mesmo quando lesado ou doente, é um recipiente para a organização temporária e local da energia do nosso espírito. Os milagres são feitos quando nos libertamos da idéia de que "somos apenas o nosso corpo". Esteja ligado à energia do amor que existe à sua volta.

9 - Estamos constantemente nos desintegrando, e é assim que acabamos juntando todos os nossos pedaços. O princípio científico da sintropia ou neguentropia e as Leis da Termodinâmica provam que as perturbações e comoções da nossa vida são processos naturais e necessários para a reorganização do espírito. Para fazer milagres, precisamos fazer uso e não ter medo dos nossos momentos de crise. Tenha a esperança de que um milagre vai ocorrer.

10 - A existência provoca o caos e o caos é a manifestação de uma ordem que está em evolução. As descobertas científicas do estudo do caos e da complexidade provam que a agitação e as aparentes perdas são parte de um grande processo de ganho cósmico. As coincidências, crises, curas e caos da vida diária demonstram, em uma visão global, a influência cósmica organizadora. Fazemos o milagre final quando descobrimos o significado da desordem em nossa vida, assim como os violentos maremotos e vulcões deram origem à lindas ilhas tropicais, a existência é uma dança permanente da mudança. Alegre-se com o fato de que os milagres podem ser feitos por qualquer um de nós.

sábado, 4 de agosto de 2012

Hipátia (370-415 DC)





"Há cerca de 2000 anos, emergiu uma civilização científica esplêndida na nossa história, e sua base era em Alexandria. Apesar das grandes chances de florescer, ela decaiu. Sua última cientista foi uma mulher, considerada pagã. Seu nome era Hipácia ou Hipátia


Hipátia (370-415 DC), filha de Theron, era uma cientista, matemática, astrônoma, líder da escola de filosofia neo-platônica e diretora da Biblioteca de Alexandria. Cirilo, o arcebispo de Alexandria, a odiava por ela ser um símbolo da ciência e da cultura que, para a igreja, representavam o paganismo. Ela continuou seu trabalho apesar das ameaças até que, no ano de 415, foi cercada pelos monges e paroquianos de Cirilo, despida e esfolada até a morte com cacos de cerâmica. Seus restos foram queimados, suas obras destruídas e Cirilo foi canonizado."


Com uma sociedade conservadora à respeito do trabalho da mulher e do seu papel, com o aumento progressivo do poder da Igreja, formadora de opiniões e conservadora quanto à ciência, e devido à Alexandria estar sob domínio romano, após o assassinato de Hipácia, em 415, essa biblioteca foi destruída. Milhares dos preciosos documentos dessa biblioteca foram em grande parte queimados e perdidos para sempre, e com ela todo o progresso científico e filosófico da época."

A morte trágica de Hipátia foi determinante para o fim da gloriosa fase da matemática alexandrina, de toda matemática grega e da matemática na Europa Ocidental. Após seu desaparecimento, nada mais seria produzido por um período mil anos e, por cerca de doze séculos, nenhum nome de mulher matemática foi registrado.

http://mensageirodasestrelas.blogspot.com.br/2009/12/hipaciahipatia-de-alexandria-primeira.html

OBS: Encontrem em uma locadora e assistam o filme: Alexandria.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gnose




Gnose, tem por origem etimológica o termo grego "gnosis", que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental. A Sabedoria ultrapassa o intelecto, através da intuição, contempla. A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo.

Gnose é usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna, maravilhosa e Crística, pela via do coração. 

Gnose é uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Nós Gnósticos usamos de explicações metafísicas e 'mitologicas' para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixamos de relacionar esse mundo externo e mitologico a processos internos que ocorrem no homem. Hoje a palavra mito, significa alguma coisa inveridica, irreal ou ficticia. Entretanto ela deriva do vocábulo grego mythos, que em seu uso original significa uma explicação da realidade que lhe confere significado.

Os Cristãos Gnósticos constituíram, nos primeiros anos dessa nossa era, uma comunidade fechada, iniciática, que guardou os aspectos esotéricos dos evangelhos, principalmente das parábolas do Mestre Jesus, o Cristo, apresentando um cristianismo muito mais profundo e filosófico do que daqueles cristãos que ficaram conhecidos como a ortodoxia. Os primeiros gnósticos foram os discípulos mais internos, próximos, avançados do Mestre Jesus também chamados Ophitas: Simão (o Mago), Madalena, João, Tiago, Mateus, Marta, Tomé, Filipe, Salomé. Entre os gnósticos havia a participação ativa e não discriminada de mulheres. Outros que seguiram essa linhagem de ensinamento: Mani, Cerintho, Paulo, Menander, Saturnilo, Silas/Silvanus, Priscila, Euphrates, Marcion, Amônio Saccas, Basílides, Valentino, Carpócrates, Bardesanes, Monoimus, Cerdo, Theodotus/Panteno, Ptolomeu, Heracleon, Philon, Hipatia, Porfírio, Jâmblico, Clemente, Orígenes, Proclo, Dionísio Areopagita.

Gnosticismo: Movimento que originou-se na Ásia Menor, difundindo-se da região do Irã à Gália, exercendo a sua maior influência sobre o cristianismo. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos do Helenismo, Zoroastrismo, do Hermetismo, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo. Utilizando-se dos ensinamentos mais avançados e internos de Mestre Jesus, espalhou-se entre os séculos I a.C. e III d.C., especialmente pela Galiléia, Síria, Egito, Armênia e regiões da Grécia e Palestina. Havia uma ampla difusão destes textos naquelas regiões e essa visão de mundo era bastante disseminada. Possuíam uma linguagem técnica característica e ênfase na busca da sintonia interior com essa Gnosis, essa Sabedoria Divina, sem intermediários, um conhecimento do Divino por experiência própria.

Enquanto existir uma luz na individualidade mais recôndita da natureza humana, enquanto existirem homens e mulheres que se sintam semelhantes a essa luz, sempre haverá Gnósticos no mundo

"Herege", em grego selecionador, heresia vem do grego haíresis e significa escolha, seleção. Hereges eram chamados antigamente os cristãos (gnósticos) que selecionavam a verdade do meio dos erros, os outros aceitavam cegamente tudo, verdades e erros, como bem ensinou o Apóstolo Gnóstico Paulo: "Examinai tudo e ficai com que é bom"

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnosticismo 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Credo ou Cristo



Não ama a Deus quem, ao semelhante, odeia
E lhe espezinha a alma e o coração.
Aquele que se vale da ameaça do inferno, para limitar
E anuviar-nos a mente, não compreendeu nossa meta final.


Todas as religiões são dádivas abençoadas de Deus;
E Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida,
Por Deus mandado para aliviar o que leva pesado fardo
E dar paz ao triste, ao pecador e ao que luta.


Eis que o Espírito Universal veio
A todas as igrejas, não a uma apenas;
No dia de Pentecostes uma língua de chama,
Como um halo, brilhou sobre todos os Apóstolos.


Desde então, quais abutres famintos e vorazes,
Temos combatido por um nome sem sentido
E procurado, com os dogmas, éditos, cultos ou credos,
Enviar uns aos outros às chamas da fogueira inextinguível.


Está o Cristo dividido? Foi Cefas ou Paulo
Pregado à cruz para salvar o mundo?
Então, porquê tantas divisões?
O amor de Cristo nos envolve a ambos, a mim e a ti.


Seu puro e doce amor não está confinado pelos
Credos que separam e elevam muralhas.
O Seu amor envolve e abraça toda a humanidade,
Seja qual for o nome que a Ele, ou a nós mesmos, dermos.


Então, porque não Lhe seguimos a palavra?
Porquê atermo-nos a credos que desunem?
Só uma coisa importa, atentemos:
É que cada coração seja repleto de fraternal amor.


Apenas uma coisa o mundo necessita conhecer;
Apenas um bálsamo cura toda a humana dor;
Apenas um caminho há, que nos conduz, acima, aos céus;
Este caminho é: a COMPAIXÃO e o AMOR.

Max Heindel, pseudônimo de Carl Louis von Grasshoff
(23 de julho de 1865, Dinamarca - 6 de janeiro de 1919, Estados Unidos da América);
foi um ocultista e místico cristão.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Desperta ó homem



Volta ó homem pois de certo te perdeste no caminho,
erraste o rumo nalguma passagem há muito perdida.
Volta teu olhar para trás, retorna logo pois esquecestes
algo na curva veloz do tempo.
Perdeste a paz pela pressa insana da conquista de inúteis coisas.
Milagres escorrem-se continuamente qual água pela tua fronte, 
mas mesmo assim pisaste as pérolas e chafurdas na lama de seu egoismo.

Perdeste as rédeas da barca onde habitas?
Ora, ergue o teu olhar, vê, ouve, cheira, sente, percebe. 

Usa teus dons.

Retorna ao ventre de tua mãe Terra, 
nasce novamente das suas águas, sente seu calor
e vibra em teu espírito.

Renova-se urgente.

Volta ó homem a ser o que nunca deveria ter deixado.
Seja conhecedor de seu próprio eu.

Pois até agora és nada mais que um casulo carnal, 
a potência ainda inerte da beleza celestial.

Autor:
Norival Ricardo Cazarin

Jeito de Mato



De onde é que vem esses olhos tão tristes? 
Vem da campina onde o sol se deita. 
Do regalo de terra que teu dorso ajeita. 
E dorme serena, no sereno e sonha. 

 

De onde é que salta essa voz tão risonha? 
Da chuva que teima, mas o céu rejeita. 
Do mato, do medo, da perda tristonha. 
Mas, que o sol resgata, arde e deleita. 


Há uma estrada de pedra que passa na fazenda. 
É teu destino, é tua senda onde nascem tuas canções. 
As tempestades do tempo que marcam tua história, 
Fogo que queima na memória e acende os corações. 


Sim, dos teus pés na terra nascem flores. 
A tua voz macia aplaca as dores 
E espalha cores vivas pelo ar. 
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras. 
Sete lagoas, mel e brincadeiras. 
Espumas, ondas, águas do teu mar... 

Almir Sater

Preceito diário



"Eu me levanto hoje
Pela força dos Céus
Luz do Sol
Brilho da Lua
Resplendor do Fogo
Presteza do vento
Profundidade do Mar
Estabilidade da Terra
Firmeza da Rocha."

Abençoados Sejam aqueles que passam os olhos por estas páginas, que possuam um coração inundado de luz !!!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Os Sete Princípios Herméticos



"Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente."

Os Sete Princípios em que se baseia toda a Filosofia Hermética são os seguintes:
I. O Princípio de Mentalismo.
II. O Princípio de Correspondência.
III. O Princípio de Vibração.
IV. O Princípio de Polaridade.
V. O Princípio de Ritmo.
VI. O Princípio de Causa e Efeito.
VII . O Princípio de Gênero.

Estes Sete Princípios podem ser explicados e explanados, como vamos fazer nesta lição.
Uma pequena explanação de cada um deles pode ser feita agora, e é o que vamos fazer.

I. O Principio de Mentalismo


"O TODO é MENTE; o Universo é Mental."

Este Princípio contém a verdade que Tudo é Mente. Explica que O TODO (que é a Realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenômenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais) é ESPÍRITO, é INCOGNOSCÍVEL e INDEFINÍVEL em si mesmo, mas pode ser considerado como uma MENTE VIVENTE INFINITA e UNIVERSAL.

Ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do TODO, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica todos os fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico.

A compreensão deste Princípio hermético do Mentalismo habilita o indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o mesmo Princípio para a sua felicidade e adiantamento. O estudante hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, apesar de empregá−la de maneira casual.

Com a Chave−Mestra em seu poder, o estudante poderá abrir as diversas portas do templo psíquico e mental do conhecimento e entrar por elas livre e inteligentemente.

Este Princípio explica a verdadeira natureza da Força, da Energia e da Matéria, como e por que todas elas são subordinadas ao Domínio da Mente. Um velho Mestre hermético escreveu, há muito tempo: "Aquele que compreende a verdade da Natureza Mental do Universo está bem avançado no Caminho do Domínio." E estas palavras são tão verdadeiras hoje, como no tempo em que foram escritas. Sem esta Chave−Mestra, o Domínio é impossível, e o estudante baterá em vão nas diversas portas do Templo.

II. O Principio de Correspondência


"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima."

Este Princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida. O velho axioma hermético diz estas palavras: "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.’ A compreensão deste Princípio dá ao homem os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da Natureza. Existem planos fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o Princípio de Correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro modo nos seria impossível compreender. Este Princípio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do universo material, mental e espiritual: é uma Lei Universal.

Os antigos Hermetistas consideravam este Princípio como um dos mais importantes instrumentos mentais, por meio dos quais o homem pode ver além dos obstáculos que encobrem à vista o Desconhecido. O seu uso constante rasgava aos poucos o véu de Ísis e um vislumbre da face da deusa podia ser percebido. Justamente do mesmo modo que o conhecimento dos Princípios da Geometria habilita o homem, enquanto estiver no seu observatório, a medir sóis longínquos, assim também o conhecimento do Princípio de Correspondência habilita o Homem a raciocinar inteligentemente,do Conhecido ao Desconhecido. Estudando a mônada, ele chega a compreender o arcanjo.

III. O Princípio de Vibração


"Nada está parado; tudo se move;tudo vibra."

Este Princípio encerra a verdade que tudo está em moviirento: tudo vibra; nada está parado; fato que a Ciência moderna observa, e que cada nova descoberta científica tende a confirmar. E contudo este Princípio hermético foi enunciado há milhares de anos pelos Mestres do antigo Egito.

Este Princípio explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. Desde O TODO, que é Puro Espírito, até a forma mais grosseira da Matéria, tudo está em vibração; quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada.

Na extremidade inferior da escala estão as grosseiras formas da matéria, cujas vibrações são tão vagarosas que parecem estar paradas. Entre estes pólos existem milhões e milhões de graus diferentes de vibração. Desde o corpúsculo e o elétron, desde o átomo e a molécula, até os mundos e universos, tudo está em movimento vibratório. Isto é verdade nos planos da energia e da força (que também variam em graus de vibração); nos planos mentais (cujos estados dependem das vibrações), e também nos planos espirituais.

O conhecimento deste Princípio,’ com as fórmulas apropriadas, permite ao estudante hermetista conhecer as suas vibrações mentais, assim como também a dos outros. Só os Mestres podem aplicar este Princípio para a conquista dos Fenômenos Naturais, por diversos meios. "Aquele que compreende o Princípio de vibração alcançou o cetro do poder", diz um escritor antigo.

IV. O Princípio de Polaridade


"Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto;o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."

Este Princípio encerra a verdade: tudo é Duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto, que formava um velho axioma hermético. Ele explica os velhos paradoxos, que deixaram muitos homens perplexos, e que foram estabelecidos assim: A Tese e a Antítese são idênticas em natureza, mas diferentes em grau; os opostos são a mesma coisa, diferindo somente em grau; os pares de opostos podem ser reconciliados; os extremos se tocam; tudo existe e não existe ao mesmo tempo; todas as verdades são meias−verdades; toda verdade é meio−falsa; há dois lados em tudo, etc., etc.

Ele explica que em tudo há dois pólos ou aspectos opostos, e que os opostos são simplesmente os dois extremos da mesma coisa, consistindo a diferença em variação de graus. Por exemplo: o Calor e o Frio, ainda que sejam; opostos, são a mesma coisa, e a diferença que há entre eles consiste simplesmente na variação de graus dessa mesma coisa.

Olhai para o vosso termômetro e vede se podereis descobrir onde termina o calar e começa o frio! Não há coisa de calor absoluto ou de frio absoluto; os dois termos calor e frio indicam somente a variação de grau da mesma coisa, e que essa mesma coisa que se manifesta como calor e frio nada mais é que uma forma, variedade e ordem de Vibração.

Assim o calor e o frio são unicamente os dois pólos daquilo que chamamos Calor; e os fenômenos que daí decorrem são manifestações do Princípio de Polaridade. O mesmo Princípio se manifesta no caso da Luz e da Obscuridade, que são a mesma coisa, consistindo a diferença simplesmente nas variações de graus entre os dois pólos do fenômeno Onde cessa a obscuridade e começa a luz? Qual é a diferença entre o grande e o pequeno? Entre o forte e o fraco? Entre o branco e o preto? Entre o perspicaz e o néscio? Entre o alto e o baixo? Entre o positivo e o negativo.

O Princípio de Polaridade explica estes paradoxos e nenhum outro Princípio pode excedê−lo. O mesmo Princípio opera no Plano mental. Permitiu−nos tomar um exemplo extremo: o do Amor e o ódio, dois estados mentais em aparência totalmente diferentes. E, apesar disso, existem graus de ódio e graus de Amor, e um ponto médio em que usamos dos termos Igual ou Desigual, que se encobrem mutuamente de modo tão gradual que às vezes temos dificuldades em conhecer o que nos é igual, desigual ou nem um nem outro. E todos são simplesmente graus da mesma coisa, como compreendereis se meditardes um momento. E mais do que isto (coisa que os Hermetistas consideram de máxima importância), é possível mudar as vibrações de ódio em vibrações de Amor, na própria mente de cada um de nós e nas mentes dos outros.

Muitos de vós, que ledes estas linhas, tiveram experiências pessoais da transformação do Amor em ódio ou do inverso, quer isso se desse com eles mesmos, quer com outros.

Podeis pois tornar possível a sua realização, exercitando o uso da vossa Vontade por meio das fórmulas herméticas. Deus e o Diabo, são, pois, os pólos da mesma coisa, e o Hermetista entende a arte de transmutar o Diabo em Deus, por meio da aplicação do Princípio de Polaridade. Em resumo, a Arte de Polaridade fica sendo uma fase da Alquimia Mental, conhecida e praticada pelos antigos e modernos Mestres hermetistas.

O conhecimento do Princípio habilitará o discípulo a mudar a sua própria Polaridade, assim como a dos outros, se ele consagrar o tempo e o estudo necessário para obter o domínio da arte.


V. O Princípio de Ritmo


"Tudo tem fluxo e refluxo; tudo, em suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação."

Este Princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um fluxo e refluxo, um movimento de atração e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante, uma maré −alta e uma maré baixa, entre os dois pólos, que existem, conforme o Princípio de Polaridade de que tratamos há pouco. Existe sempre uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do Universo, nos sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria.

Esta lei é manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e na queda das nações, na vida de todas as coisas, e finalmente nos estados mentais do Homem (e é com estes últimos que os Hermetistas reconhecem a compreensão do Princípio mais importante). Os Hermetistas compreenderam este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal, e descobriram também certos meios de dominar os seus efeitos no próprio ente com o emprego de fórmulas e métodos apropriados. Eles aplicam a Lei mental de Neutralização. Eles não podem anular o Princípio ou impedir as suas operações, mas aprenderam como se escapa dos seus efeitos na própria pessoa, até um certo grau que depende do Domínio deste Princípio. Aprenderam como empregá−lo, em vez de serem empregados por ele.

Neste e noutros métodos consiste a Arte dos Hermetistas. O Mestre dos Hermetistas polarizasse até o ponto em que desejar, e então neutraliza a Oscilação Rítmica pendular que tenderia a arrastá−lo ao outro pólo.

Todos os indivíduos que atingiram qualquer grau de Domínio próprio executam isto até um certo grau, mais ou menos inconscientemente, mas o Mestre o faz conscientemente e com o uso da sua Vontade, atingindo um grau de Equilíbrio e Firmeza mental quase impossível de ser acreditado pelas massas populares que vão para diante e para trás como um pêndulo. Este Princípio e o da Polaridade foram estudados secretamente pelos Hermetistas, e os métodos de impedi−los, neutralizá−los e empregá−los formam uma parte importante da Alquimia Mental do Hermetismo.


VI. O Princípio de Causa e Efeito


"Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei."

Este princípio contém a verdade que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que seja casual; que, no entanto, existem vários planos de Causa e Efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar completamente da Lei.
Os Hermetistas conhecem a arte e os métodos de elevar−se do plano ordinário de Causa e Efeito, a um certo grau, e por meio da elevação mental a um plano superior tomam−se Causadores em vez de Efeitos.

As massas do povo são levadas para a frente; os desejos e as vontades dos outros são mais fortes que as vontades delas; a hereditariedade, a sugestão e outras causas exteriores movem−nas como se fossem peões no tabuleiro de xadrez da Vida. Mas os Mestres, elevando−se ao plano superior, dominam o seu gênio. cara ’ter, suas qualidades, poderes, tão bem como os que o cercam e tornam−se Motores em vez de peões. Eles ajudam a jogar a criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem partida da vida, em vez de serem jogados e movidos por outras vontades e
influências. Empregam o Princípio em lugar de serem seus instrumentos. Os Mestres obedecem à Causalidade do plano superior, mas ajudam a governar o nosso plano.

Neste preceito está condensado um tesouro do Conhecimento hermético: aprenda−o quem quiser.

VII. O Princípio de Gênero


"O Genero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos."

Este princípio encerra a verdade que o gênero é manifestado em tudo; que o princípio masculino e o princípio feminino sempre estão em ação. Isto é certo não só no Plano físico, mas também nos Planos mental e espiritual. No Plano físico este Princípio se manifesta como sexo, nos planos superiores toma formas superiores, mas é sempre o mesmo Princípio.

Nenhuma criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível ser sem este Princípio.

A compreensão das suas leis poderá esclarecer muitos assuntos que deixaram perplexas as mentes dos homens.

O Princípio de Gênero opera sempre na direção da geração, regeneração e criação’.Todas as coisas e todas as pessoas contêm em si os dois Elementos deste grande Princípio.

Todas as coisas machos têm também o Elemento feminino; todas as coisas fêmeas têm o Elemento masculino. Se compreenderdes a filosofia da Criação, Geração e Regeneração mentais, podereis estudar e compreender este Princípio hermético. Ele contém a solução de muitos mistérios da Vida. Nós vos advertimos que este Princípio não tem relação alguma com as teorias e práticas luxuriosas, perniciosas e degradantes, que têm títulos empolgantes e fantásticos, e que nada mais são do que a prostituição do grande princípio natural de Gênero. Tais teorias, baseadas nas antigas formas infamantes do Falicismo, tendem a arruinar a mente, o corpo e a alma; e a Filosofia hermética sempre publicou notas severas contra estes preceitos que tendem à luxúria, depravação e perversão dos princípios do Natureza.

Para aquele que é puro, todas as coisas são puras; para os vis, todas as coisas são vis e baixas.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Absorvendo a Energia do Sol




Este é um exercício Tolteca altamente energético, muito bom para ser realizado quando nos encontramos cansados e sem forças.


- Olhe para o Sol com os olhos fechados;
- Inale profundamente pela boca e puxe o calor da luz do sol para o estômago;
- Sustente o ar no estômago pelo tempo máximo que puder;
- Trague o ar mais uma vez e exale vagarosamente.


Imagine que você é um girassol. Sempre conserve seu rosto de frente para o sol quando estiver respirando. A luz do sol carrega a respiração de poder. Assim tenha certeza de tomar grandes goles de ar e de que os pulmões estejam completamente cheios. Faça isto três vezes.
Realizando este exercício, a energia do sol se estende para todo corpo. Inclusive é possível enviar deliberadamente os raios curativos do sol para qualquer área do corpo você deseja, usando a mente simplesmente para dirigir a energia do sol para o local desejado.
Sugerimos que façam as três respirações, respirando pelo nariz e imaginando a energia do sol fluindo e circulando com sua luz energética ao longo da sua coluna. Deste modo, os raios inundam o corpo completamente.

http://www.templeofmagic.com.br/xmn/xmn03.htm