quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Eremita




Posição na Árvore da Vida
O Eremita ou Ermitão, é o nono Arcano maior do Tarot. É uma carta que simboliza o isolamento, restrição, afastamento. O eremita isola-se para descobrir o conhecimento que o rodeia, na natureza, por exemplo, e também para se autoconhecer. O aspecto fundamental é que necessita de cortar os laços (temporariamente ou não) com a sociedade que o rodeia.

A carta tem o número IX e a letra hebraica Yod.

Simbologia

Um homem, de pé, tem na mão esquerda um bastão que lhe serve de apoio, enquanto que com a direita levanta uma lanterna até a altura do rosto. Está representado de três quartos, com o rosto voltado para a esquerda. Veste uma grande túnica e um manto azul com o forro amarelo. Seu capucho, caído sobre as costas, parece continuar a túnica e é arrematado por uma borla amarela.
A lâmpada, aparentemente hexagonal, tem apenas três de seus lados visíveis, sendo o central vermelho e os restantes amarelos.
O fundo da gravura é incolor, e o chão de um amarelo estriado de listas negras, muito semelhante ao reverso do manto.

Palavras-chave

O Iniciado, o buscador incansável. Sabedoria, iluminação, estudo, autoconhecimento. Meditação, recolhimento, saber desligar-se. Reavaliação da vida e dos objetivos. Concentração, silêncio. Profundidade. Prudência. Reserva. Limites. Influência saturnina. Austeridade, moderação, sobriedade, discrição. Médico experiente, sábio que cala seus segredos. Celibato. Castidade.
Mental: Contribuição luminosa à resolução de qualquer problema. Esclarecimento que chegará de modo espontâneo.
Emocional: Alcançar as soluções. Coordenação, encontro de afinidades. Significa também prudência, não por temor, mas para melhor construir.
Físico: Segredo descoberto, luz que se fará sobre projetos até agora ocultos. Na saúde: conhecimento do estado real, consultas que podem remediar os problemas.
Sentido negativo: Obscuridade, concepção falsa de uma situação. Dificuldades para nadar contra a corrente. Timidez, isolamento, depressão, recusa de relações. Mutismo, circunspecção exagerada, isolamento, caráter fechado. Avareza, pobreza. Conspirador tenebroso.

História e iconografia

O Ermitão é, sem dúvida, um dos arcanos menos alegóricos do Tarot. A imagem de um peregrino em hábito de monge, transportando um cajado, pode ser encontrado em dezenas de iluminuras em manuscritos dos séculos XV e XVI. O único detalhe que o afasta desta monotonia é a lâmpada que leva na mão direita: por ela imagina-se que seja uma ilustração da conhecida história de Diógenes em busca de um homem. Esse relato foi muito popular na alta Idade Média e no Renascimento e, de fato, vários modelos renascentistas do Tarot chamam o Arcano VIIII de Diógenes.
Alguns estudiosos acreditam que boa parte do simbolismo do Ermitão liga-se aos princípios fundamentais desse filósofo cínico: desprezo pelas convenções e vaidades, isolamento, renúncia à transmissão pública do conhecimento.

Mas este mutável personagem teve ainda outras representações: no tarocchino de Bolonha, aparece com muletas e asas; no de Carlos VI, tem uma ampulheta no lugar da lâmpada (o que o associa a Cronos ou Saturno, medidores do tempo).

Outra interpretação surge ainda do aparente erro ortográfico que se pode ver no Tarô de Marselha, onde a carta figura como L'Hermite em lugar de L'Ermite. Etimologicamente, o nome não derivaria então do grego eremites, eremos = deserto, mas provavelmente de Hermes e seu polivalente simbolismo. A esse respeito, podemos lembrar que é precisamente a Thot, equivalente egípcio de Hermes, que Gébelin e seus seguidores atribuem a invenção do Tarot.

Wirth explica os atributos do Eremita como termo final do terceiro ternário do Tarô, relacionando-o com os arcanos VII e VIII, que o precedem nesse ternário. Nessa relação, O Carro aparece como o homem jovem e impaciente para realizar a obra do progresso, que A Justiça se encarrega de retardar, amiga como é da ordem e pouco amante das improvisações; O Ermitão seria o conciliador deste antagonismo, evitando tanto a precipitação quanto a imobilidade.

Costuma-se interpretar também o seu significado como oposto e complementar ao do Arcano V (O Pontífice): o Eremita não é o codificador da liturgia, o responsável executivo de uma igreja, o pastor de um rebanho: seu pontificado é silencioso e sutil, seus discípulos são escolhidos. Na relação iniciática, é evidente que representa o “guru” e por isso foi definido como “o artesão secreto do futuro”.

No sentido negativo, o Arcano VIIII não é apenas a carta dos taciturnos; por sua minuciosidade e ritualismo, refere-se também aos temperamentos obsessivos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Curry. Temperando a vida.




O curry é um dos personagens mais antigos da história dos temperos. Segundo os registros disponíveis, a idéia de misturar diversas especiarias e ervas para incrementar o sabor das receitas teve sua origem na Índia. O termo curry é derivado da palavra kira, do tamil, língua falada no sul da Ásia, que significa molho. O tempero também é conhecido como caril, nos países de língua portuguesa.

Esse tempero de sabor peculiar e inconfundível, mescla de picante e adocicado, é preparado de uma forma bastante eclética. Uma alquimia de mais de 20 tipos de especiarias, ervas e sementes. Na Índia, é comum ser preparado diariamente, e até comido puro.

Seus ingredientes variam, mas basicamente é feito com cardamomo, cravo, canela em rama, cominho, semente de erva-doce, feno-grego, noz-moscada, pimentas preta, vermelha e dedo-de-moça, sementes de papoula, gergelim, tamarindo, coentro em grãos e cúrcuma. Este último é o responsável pela sua cor amarela característica.

Além deles, outros ingredientes são incluídos, conforme a vontade de quem prepara: alforva, pimenta-de-caiena, cominhos finos, pimenta-da-jamaica, pimentão, alecrim, gengibre, cravinho.

Existem currys que chegam a levar setenta plantas diferentes. Inicialmente o curry servia para temperar exclusivamente o arroz, mas atualmente é usado para o preparo de inúmeras receitas.

Mas o fato é que, além de ser um tempero multifuncional e que cai bem numa infinidade de receitas, o curry também vem se mostrando um excelente auxiliar para a saúde humana. Nos últimos anos, foi descoberto que o tempero tem capacidade de defender as células do corpo. 

O curry reduz mutações celulares que provocam câncer, evita inflamações no intestino, acaba com doenças que atacam a gengiva e afasta a artrite. Em recentes estudos na Itália e Estados Unidos, pesquisadores encontraram evidências que a cúrcuma presente no curry pode prevenir de Alzheimer. Além de ter ação antiséptica e atuar de forma positiva nos tratamentos da AIDS e câncer.

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, detectaram que o cúrcuma também é capaz de defender o sistema nervoso dos males causados pelo Parkinson. Enquanto pesquisadores da Universidade Rutgers declararam que a utilidade terapêutica do curry é elevada quando o tempero é consumido com verduras como couve-flor e brócolis.

Então, agora que sabemos o imenso poder do curry, vamos a algumas receitas preparadas com esse riquíssimo tempero.

http://guardiadehecate.blogspot.com.br


Curry Indiano com berinjelas e almôndegas

Nível de dificuldade da receita – médio

Ingredientes

  • 400 g de carne moída (pode ser de vaca – indiano não come vaca!), frango ou porco
  • 2 berinjelas médias
  • 300 g de tomate fresco triturado
  • 2 cebolas grandes
  • 2 colheres de sopa de curry indiano (o que você mais gostar)
  • 1 fatia de pão
  • 2 colheres de sopa de hortelã picada
  • 2 colheres de sopa de coentro picado
  • Leite
  • Noz-moscada
  • Farinha
  • Óleo de girassol
  • Sal e pimenta preta


Preparação

1. Corte a berinjela em cubos de cerca de 2-3 centímetros quadrados, mais ou menos. Salgar e deixar sobre uma peneira.

2. Retire a casca do pão e mergulhe-o no leite. Misture a carne com o pão e a hortelã, e tempere com um pouco de noz moscada, sal e pimenta. Reserve na geladeira.

3. Corte a cebola em tiras e coloque para fritar em uma frigideira grande em fogo médio com um pouco de óleo de girassol, até ficar macia (cerca de 05 a 10 minutos). Mexa de vez em quando para não queimar.

4. Incorpore o curry, mexa e deixe-o aromatizar por um minuto. Acrescente os tomates, baixar o fogo e deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos.

5. Enquanto isso, seque a berinjela picada com papel toalha e frite-a em uma panela com o óleo de girassol bem quente e em lotes. Vá retirando e deixando-a secar sobre um prato com toalhas de papel.

6. Prepare uma tigela com farinha. Com a carne, formar pequenas almôndegas, passe-as na farinha e frite-as no mesmo óleo em que fritou as berinjelas. Vá colocando-as em um prato com papel toalha para perder o excesso de gordura.

7. Incorporar a berinjela e as almôndegas ao molho curry. Cozinhe por 15 minutos, adicionando água se vir que o molho está muito espesso. Deixe repousar com a panela tampada por uns 10 minutos e depois sirva com o coentro picado por cima. Fica muito bom se  acompanhado com arroz basmati branco e iogurte natural.

http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2012/05/23/curry-indiano-com-berinjelas-e-almondegas/

domingo, 12 de agosto de 2012

Os dez mandamentos do fazedor de Milagres

Adaptado de Paul Pearsall - Making Miracles - Simon & Schuster - New York

1 - Estamos livres das limitações impostas pelo tempo e pelo espaço linear e local. Os pensamentos, os sentimentos e o amor podem produzir os seus efeitos de uma vez em qualquer tempo e em qualquer lugar. O princípio científico da não-localidade prova a realidade da ação instantânea. Os milagres podem ser feitos subitamente e produzir os seus efeitos em todas as partes ao mesmo tempo. Seja reverente com seu espírito livre, imanente em todo o Cosmos.

2 - Criamos o nosso mundo com base nos fatos, no momento e no modo como decidimos interpretar os acontecimentos da nossa vida. O princípio científico da influência do observador prova que os observadores fazem o mundo tal como é. Criamos os nossos milagres usando uma visão do mundo que está além do alcance de nossa vista - mas disponíveis para a nossa visão da alma. Reconheça o poder transformador de suas percepções.

3 - Vivemos num universo de paralelos. Sempre existe um lado oposto em todo acontecimento, sentimento, medo e esperança. O princípio científico da complementaridade prova que somos energia e massa, onda e partícula, protuberâncias e vórtices de matéria e saltos e emanações de energia. Cada maneira de conhecer alguma coisa demonstra a existência de outra maneira. Os milagres são realizados quando nos lembramos de que "um mais um é igual a Um". Reflita sobre a dualidade de todas as pessoas, coisas e acontecimentos.

4 - Nunca podemos ter certezas absolutas, sobre se algo é assim ou não é. O princípio científico da incerteza prova que, quanto mais conhecermos um lado ou aspecto de alguma coisa, menos sabemos a respeito do outro lado. Quanto maior o nosso conhecimento, maior é a compreensão do que falta conhecer. Os milagres resultam do nosso reconhecimento de que mesmo as piores notícias são apenas parte da história; o enredo total é um mistério. Demonstre humildade diante dos mistérios do mundo.

5 - Não somos uma mente e uma consciência isoladas. O princípio da unicidade prova que os milagres são criados a partir de nossos esforços para reconhecer, ter consciência e pensar como uma única mente. Todos os milagres são um esforço de grupo. Recorra à oração como a sua maior fonte da energia universal.

6 - Existe mais de uma realidade. O princípio dos múltiplos reinos da realidade prova a existência dos diversos domínios da realidade e mostra que cada um desses reinos tem as suas próprias regras e maneiras de explicar o universo. Não temos de "enfrentar a realidade". Interpretamos as coincidências do mundo e entendemos os sinais da existência de outras leis de causalidade. Fazemos milagres abarcando todas as realidades. Seja criativo ao construir a sua própria realidade.

7 - Como somos nós que decidimos como iremos nos mover pelo nosso mundo, as viagens através do tempo são possíveis. O princípio da simultaneidade prova que em alguns níveis da realidade é possível nos deslocar cósmicamente a velocidades superlumínicas. Os milagres são criados quando criamos o Tempo Sagrado - a reverência pelos momentos especiais - e não quando vivemos unicamente no tempo profano de um dia apressado de cada vez. Carpe die, ou melhor, carpe momentum é a orientação do fazedor de milagres. Seja paciente e torne todo o seu tempo sagrado.

8 - Somos rodeados por campos de energia que determinam o nosso desenvolvimento. O princípio da vibração prova que o nosso corpo, mesmo quando lesado ou doente, é um recipiente para a organização temporária e local da energia do nosso espírito. Os milagres são feitos quando nos libertamos da idéia de que "somos apenas o nosso corpo". Esteja ligado à energia do amor que existe à sua volta.

9 - Estamos constantemente nos desintegrando, e é assim que acabamos juntando todos os nossos pedaços. O princípio científico da sintropia ou neguentropia e as Leis da Termodinâmica provam que as perturbações e comoções da nossa vida são processos naturais e necessários para a reorganização do espírito. Para fazer milagres, precisamos fazer uso e não ter medo dos nossos momentos de crise. Tenha a esperança de que um milagre vai ocorrer.

10 - A existência provoca o caos e o caos é a manifestação de uma ordem que está em evolução. As descobertas científicas do estudo do caos e da complexidade provam que a agitação e as aparentes perdas são parte de um grande processo de ganho cósmico. As coincidências, crises, curas e caos da vida diária demonstram, em uma visão global, a influência cósmica organizadora. Fazemos o milagre final quando descobrimos o significado da desordem em nossa vida, assim como os violentos maremotos e vulcões deram origem à lindas ilhas tropicais, a existência é uma dança permanente da mudança. Alegre-se com o fato de que os milagres podem ser feitos por qualquer um de nós.

sábado, 4 de agosto de 2012

Hipátia (370-415 DC)





"Há cerca de 2000 anos, emergiu uma civilização científica esplêndida na nossa história, e sua base era em Alexandria. Apesar das grandes chances de florescer, ela decaiu. Sua última cientista foi uma mulher, considerada pagã. Seu nome era Hipácia ou Hipátia


Hipátia (370-415 DC), filha de Theron, era uma cientista, matemática, astrônoma, líder da escola de filosofia neo-platônica e diretora da Biblioteca de Alexandria. Cirilo, o arcebispo de Alexandria, a odiava por ela ser um símbolo da ciência e da cultura que, para a igreja, representavam o paganismo. Ela continuou seu trabalho apesar das ameaças até que, no ano de 415, foi cercada pelos monges e paroquianos de Cirilo, despida e esfolada até a morte com cacos de cerâmica. Seus restos foram queimados, suas obras destruídas e Cirilo foi canonizado."


Com uma sociedade conservadora à respeito do trabalho da mulher e do seu papel, com o aumento progressivo do poder da Igreja, formadora de opiniões e conservadora quanto à ciência, e devido à Alexandria estar sob domínio romano, após o assassinato de Hipácia, em 415, essa biblioteca foi destruída. Milhares dos preciosos documentos dessa biblioteca foram em grande parte queimados e perdidos para sempre, e com ela todo o progresso científico e filosófico da época."

A morte trágica de Hipátia foi determinante para o fim da gloriosa fase da matemática alexandrina, de toda matemática grega e da matemática na Europa Ocidental. Após seu desaparecimento, nada mais seria produzido por um período mil anos e, por cerca de doze séculos, nenhum nome de mulher matemática foi registrado.

http://mensageirodasestrelas.blogspot.com.br/2009/12/hipaciahipatia-de-alexandria-primeira.html

OBS: Encontrem em uma locadora e assistam o filme: Alexandria.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gnose




Gnose, tem por origem etimológica o termo grego "gnosis", que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental. A Sabedoria ultrapassa o intelecto, através da intuição, contempla. A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo.

Gnose é usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna, maravilhosa e Crística, pela via do coração. 

Gnose é uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Nós Gnósticos usamos de explicações metafísicas e 'mitologicas' para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixamos de relacionar esse mundo externo e mitologico a processos internos que ocorrem no homem. Hoje a palavra mito, significa alguma coisa inveridica, irreal ou ficticia. Entretanto ela deriva do vocábulo grego mythos, que em seu uso original significa uma explicação da realidade que lhe confere significado.

Os Cristãos Gnósticos constituíram, nos primeiros anos dessa nossa era, uma comunidade fechada, iniciática, que guardou os aspectos esotéricos dos evangelhos, principalmente das parábolas do Mestre Jesus, o Cristo, apresentando um cristianismo muito mais profundo e filosófico do que daqueles cristãos que ficaram conhecidos como a ortodoxia. Os primeiros gnósticos foram os discípulos mais internos, próximos, avançados do Mestre Jesus também chamados Ophitas: Simão (o Mago), Madalena, João, Tiago, Mateus, Marta, Tomé, Filipe, Salomé. Entre os gnósticos havia a participação ativa e não discriminada de mulheres. Outros que seguiram essa linhagem de ensinamento: Mani, Cerintho, Paulo, Menander, Saturnilo, Silas/Silvanus, Priscila, Euphrates, Marcion, Amônio Saccas, Basílides, Valentino, Carpócrates, Bardesanes, Monoimus, Cerdo, Theodotus/Panteno, Ptolomeu, Heracleon, Philon, Hipatia, Porfírio, Jâmblico, Clemente, Orígenes, Proclo, Dionísio Areopagita.

Gnosticismo: Movimento que originou-se na Ásia Menor, difundindo-se da região do Irã à Gália, exercendo a sua maior influência sobre o cristianismo. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos do Helenismo, Zoroastrismo, do Hermetismo, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo. Utilizando-se dos ensinamentos mais avançados e internos de Mestre Jesus, espalhou-se entre os séculos I a.C. e III d.C., especialmente pela Galiléia, Síria, Egito, Armênia e regiões da Grécia e Palestina. Havia uma ampla difusão destes textos naquelas regiões e essa visão de mundo era bastante disseminada. Possuíam uma linguagem técnica característica e ênfase na busca da sintonia interior com essa Gnosis, essa Sabedoria Divina, sem intermediários, um conhecimento do Divino por experiência própria.

Enquanto existir uma luz na individualidade mais recôndita da natureza humana, enquanto existirem homens e mulheres que se sintam semelhantes a essa luz, sempre haverá Gnósticos no mundo

"Herege", em grego selecionador, heresia vem do grego haíresis e significa escolha, seleção. Hereges eram chamados antigamente os cristãos (gnósticos) que selecionavam a verdade do meio dos erros, os outros aceitavam cegamente tudo, verdades e erros, como bem ensinou o Apóstolo Gnóstico Paulo: "Examinai tudo e ficai com que é bom"

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnosticismo 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Credo ou Cristo



Não ama a Deus quem, ao semelhante, odeia
E lhe espezinha a alma e o coração.
Aquele que se vale da ameaça do inferno, para limitar
E anuviar-nos a mente, não compreendeu nossa meta final.


Todas as religiões são dádivas abençoadas de Deus;
E Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida,
Por Deus mandado para aliviar o que leva pesado fardo
E dar paz ao triste, ao pecador e ao que luta.


Eis que o Espírito Universal veio
A todas as igrejas, não a uma apenas;
No dia de Pentecostes uma língua de chama,
Como um halo, brilhou sobre todos os Apóstolos.


Desde então, quais abutres famintos e vorazes,
Temos combatido por um nome sem sentido
E procurado, com os dogmas, éditos, cultos ou credos,
Enviar uns aos outros às chamas da fogueira inextinguível.


Está o Cristo dividido? Foi Cefas ou Paulo
Pregado à cruz para salvar o mundo?
Então, porquê tantas divisões?
O amor de Cristo nos envolve a ambos, a mim e a ti.


Seu puro e doce amor não está confinado pelos
Credos que separam e elevam muralhas.
O Seu amor envolve e abraça toda a humanidade,
Seja qual for o nome que a Ele, ou a nós mesmos, dermos.


Então, porque não Lhe seguimos a palavra?
Porquê atermo-nos a credos que desunem?
Só uma coisa importa, atentemos:
É que cada coração seja repleto de fraternal amor.


Apenas uma coisa o mundo necessita conhecer;
Apenas um bálsamo cura toda a humana dor;
Apenas um caminho há, que nos conduz, acima, aos céus;
Este caminho é: a COMPAIXÃO e o AMOR.

Max Heindel, pseudônimo de Carl Louis von Grasshoff
(23 de julho de 1865, Dinamarca - 6 de janeiro de 1919, Estados Unidos da América);
foi um ocultista e místico cristão.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Desperta ó homem



Volta ó homem pois de certo te perdeste no caminho,
erraste o rumo nalguma passagem há muito perdida.
Volta teu olhar para trás, retorna logo pois esquecestes
algo na curva veloz do tempo.
Perdeste a paz pela pressa insana da conquista de inúteis coisas.
Milagres escorrem-se continuamente qual água pela tua fronte, 
mas mesmo assim pisaste as pérolas e chafurdas na lama de seu egoismo.

Perdeste as rédeas da barca onde habitas?
Ora, ergue o teu olhar, vê, ouve, cheira, sente, percebe. 

Usa teus dons.

Retorna ao ventre de tua mãe Terra, 
nasce novamente das suas águas, sente seu calor
e vibra em teu espírito.

Renova-se urgente.

Volta ó homem a ser o que nunca deveria ter deixado.
Seja conhecedor de seu próprio eu.

Pois até agora és nada mais que um casulo carnal, 
a potência ainda inerte da beleza celestial.

Autor:
Norival Ricardo Cazarin

Jeito de Mato



De onde é que vem esses olhos tão tristes? 
Vem da campina onde o sol se deita. 
Do regalo de terra que teu dorso ajeita. 
E dorme serena, no sereno e sonha. 

 

De onde é que salta essa voz tão risonha? 
Da chuva que teima, mas o céu rejeita. 
Do mato, do medo, da perda tristonha. 
Mas, que o sol resgata, arde e deleita. 


Há uma estrada de pedra que passa na fazenda. 
É teu destino, é tua senda onde nascem tuas canções. 
As tempestades do tempo que marcam tua história, 
Fogo que queima na memória e acende os corações. 


Sim, dos teus pés na terra nascem flores. 
A tua voz macia aplaca as dores 
E espalha cores vivas pelo ar. 
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras. 
Sete lagoas, mel e brincadeiras. 
Espumas, ondas, águas do teu mar... 

Almir Sater

Preceito diário



"Eu me levanto hoje
Pela força dos Céus
Luz do Sol
Brilho da Lua
Resplendor do Fogo
Presteza do vento
Profundidade do Mar
Estabilidade da Terra
Firmeza da Rocha."

Abençoados Sejam aqueles que passam os olhos por estas páginas, que possuam um coração inundado de luz !!!